As sementes, coletadas em várias matas do Estado, são cuidadosamente plantadas em tubetes e, em poucas semanas, é possível verificar centenas de mudas – algumas posteriormente transferidas para saquinhos – prontas para o reflorestamento ou arborização urbana.
Algumas espécies atingem o tamanho certo para o plantio com cinco semanas, enquanto outras, principalmente as utilizadas em paisagismo, levam cerca de um ano.
Parece simples, mas o trabalho realizado diariamente pela Agromineira, empresa holambrense que atua no ramo de mudas nativas, frutíferas e exóticas, exige cuidado diário e utilização de produtos de qualidade, principalmente substrato, para que cada muda cresça e desenvolva uma raiz forte, fundamental para sua sobrevivência.
A empresa, destacaram os proprietários Flávio e Marly Xavier, faz desde a coleta de sementes e germinação até a venda da muda e todo o trabalho é direcionado para a preservação ambiental. “Este mercado é promissor, apesar das pessoas ainda estarem ligadas ao consumo imediato, deixando de lado o meio ambiente, que é fundamental para a sua sobrevivência”, avaliaram.
Por outro lado, a preocupação ecológica caminha lado a lado com a qualidade de vida e por isto as áreas verdes ganham cada vez mais destaque.
É o caso de condomínios e centros urbanos que contratam empresas especializadas em reflorestamento e paisagismo. E, na Agromineira, é possível encontrar dezenas de espécies para suprir qualquer projeto ambiental.
Se o caso for reflorestamento, destacou o técnico agrícola da Agromineira, Emilson José Rabelo, as mudas mais recomendadas são as nativas, que atendem às necessidades de cada região, e entre elas estão os ipês, jacarandá e jequitibá rosa.
“Coletamos, por ano, cerca de 150 espécies de mudas nativas, pois cada uma tem o seu período de cultivo, mas sempre temos, no mínimo, 80 espécies disponíveis”, informou, ao lembrar que a lei exige diversidade para os casos de reflorestamento.
Outras espécies indicadas para reflorestamento são as frutíferas, como uvaia, pitanga e goiaba, todas cultivadas nos viveiros da Agromineira.
Para completar, os proprietários lembram que, a partir de 2010, todo proprietário rural precisará destinar, no mínimo, 20% da área total de sua propriedade para mata nativa. Esta determinação está no Código Florestal.
Mas se a intenção é arborização urbana, Rabelo frisou que nos casos de calçadas, entre as mudas indicadas estão as exóticas resedá, flamboyant mirim, calicarpa e ipê amarelo de jardim.
“São árvores de pequeno porte, sem raiz agressiva”, justificou. Para parques e condomínios, entre outros projetos de grande porte, as árvores maiores, como ipês, alfaneiro e oiti, estão entre as recomendadas pelo técnico.
“Quando é o caso de projetos urbanos, muitos clientes optam por mudas que já alcançaram dois metros de altura para evitar perdas. São também preferidas por aqueles que já querem uma floresta pronta”, explicou.
Além das nativas e frutíferas, o viveiro da Agromineira conta com espécies exóticas – ameixa amarela, graviola, jambolão, árvore da China, ipê de El Salvador – e os clientes podem optar pela compra de sementes, tubetes – mudas com até 30 centímetros – ou saquinhos – mudas de 50 centímetros até 2 metros.
Nos últimos dois anos, a Agromineira produziu cerca de 500 mil mudas e para 2010 a previsão é dobrar a produção, além de oferecer mudas de até 4 metros.
Serviço
O Sítio Agromineira fica no bairro Borda da Mata. Telefones: 3802-2352 ou 9686-2287 (Emilson).